Rinite Alérgica - Veja suas causas e saiba como tratar.

Causas e Tratamentos para Rinite Alérgica

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Causas e Tratamentos para Rinite Alérgica

Rinite Alérgica

As causas da Rinite Alérgica podem variar de acordo com o local onde a pessoa vive. Normalmente, determinados alérgenos são responsáveis por aumentar a irritação da mucosa nasal, dentre os quais pode-se destacar:

  • Ácaros da poeira doméstica: no Brasil, os ácaros são o principal causador de Rinite Alérgica pois o clima quente e úmido favorece a sua multiplicação, especialmente nos quartos. Os ácaros alimentam-se de todo tipo de matéria orgânica, como papel, lã, pelos de animais, fungos e pele descamada. Deve-se, portanto, realizar a limpeza do quarto de uma forma mais eficaz e pormenorizada, através de desumidificadores, esterilizadores e aspiradores mais potentes;
  • Pólen das plantas: normalmente as pessoas queixam-se mais no início da primavera, piorando pela manhã e em dias com muito vento. Alguns dizem que melhoram dos sintomas quando chove;
  • Fungos: é também conhecido como “bolor”, existe no ar e se desenvolve mais no Outono. Os alérgicos aos fungos, referem mais queixas à noite, em ambientes úmidos, sentindo-se melhores em ambientes secos;
  • Pelos e penas de animais domésticos: especialmente gato e cachorro, por isso quem tem alergia não deve ter estes animais dentro de casa;
  • Poluentes ambientais: podem ser perfumes, desinfetantes e cloro de piscina, fumaça de cigarro e o ar-condicionado quando não tem seu filtro adequadamente limpo.

Além disso, determinados alimentos podem causar ou piorar as alergias de uma forma geral, os mais comuns são ovo, chocolates, peixes, trigo, glúten, corantes artificiais, leite de vaca, amendoim, dentre outros.

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Sintomas da Rinite

A maioria dos sintomas da rinite alérgica surgem logo após entrar em contato com o alérgeno. Entre os principais sintomas da crise de rinite alérgica pode-se perceber:

  • Irritação: no nariz, na boca, nos olhos, na garganta, na pele ou em qualquer outra região.
  • Problemas com odores.
  • Coriza nasal: é a saída abundante de secreção nasal, de aspecto aquoso. Pode, até mesmo, haver gotejamento espontâneo da secreção. Ocorre devido ao aumento da secreção das glândulas da mucosa nasal. Quando a alergia se prolonga, esta secreção torna-se mais densa, apresentando-se esverdeada ou, quando ocorrerem infecções associadas, amarelada.
  • Espirros: muitas vezes, constituem-se no único sintoma da rinite, geralmente, ocorrem logo após o contato com o alérgeno e podem chegar a durar vários minutos.
  • Olhos lacrimejantes.
  • Obstrução nasal: sintoma bastante frequente. Mais raramente, pode ser o único sintoma que o paciente apresenta. Pode acometer uma ou as duas fossas nasais e é o sintoma que mais incomoda o paciente, pois o obriga a executar a respiração bucal, além de perturbar muito o seu sono (ocorre piora da obstrução nasal quando o paciente deita a cabeça, devido ao acúmulo de secreção no local).
  • Prurido (coceira): os espirros geralmente são acompanhados de coceira nasal, que pode estender-se à conjuntiva ocular, ao canal auditivo externo e, até mesmo, ao lábio superior. A presença de coceira na sintomatologia nasal constitui, praticamente, o selo para um diagnóstico positivo de alergia nasal. Tanto os espirros quanto o prurido ou coceira ocorrem por irritação das terminações nervosas da mucosa local, pela presença de edema e da inflamação presente na região.
  • Rouquidão.
  • Ocorrência de sinusite.

Outros sintomas da rinite alérgica podem se apresentar ao longo de horas, como:

  • Congestão nasal.
  • Diminuição da audição, olfato e/ou paladar.
  • Dor de garganta.
  • Olhos inchados.
  • Cefaleia.

Dois sinais típicos da rinite alérgica são:

  • Acentuação das linhas das pálpebras inferiores (sinal chamado de linhas de Dennie-Morgan).
  • Escurecimento da pele abaixo dos olhos, lembrando uma olheira.

A rinite alérgica, em algumas pessoas, pode ocorrer sazonalmente (dura em média de 7 a 10 dias), aparecendo apenas em determinadas épocas do ano. Contudo, muitos pacientes apresentam um quadro quase constante de rinite alérgica, como numerosos episódios ao longo de todo o ano.

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Estes geralmente são aqueles que ficam expostos a alérgenos constantemente, seja em casa ou no trabalho. Se o paciente convive em um meio onde está exposto ao alérgeno de forma frequente, a tendência é de que os sintomas fiquem cada vez piores e cada vez mais uma menor quantidade de alérgeno seja capaz de desencadear as crises.

Algumas pessoas se tornam tão sensíveis que outros fatores podem passar a desencadear a rinite, como:

  • Cheiro forte.
  • Exposição ao frio.
  • Fumaça.

Qual profissional devo procurar? Qual é o diagnóstico?

O clínico geral ou o otorrinolaringologista poderão diagnosticar a Rinite. O diagnóstico da doença é feito pelo médico através da anamnese e do exame clínico, com auxílio de exames complementares, como os testes cutâneo-alérgicos, dosagem de IgE específica, rinomanometria, rinometria acústica, citologia de secreção nasal e prova de provocação nasal.

É muito importante que o indivíduo relate para o médico os sintomas, pois algumas informações como a época do ano em que se manifesta os sintomas e/ou se ela identificou alguma substância que desencadeou as crises auxiliam e muito o médico!

O teste de alergias pode revelar os alérgenos que desencadeiam os sintomas. O teste feito na pele é o método mais comum e mais eficaz para testar e identificar as alergias da rinite.

Se o paciente não puder realizar o teste cutâneo (por exemplo, por apresentar uma reação alérgica grave), exames de sangue especiais poderão ajudar no diagnóstico. Entre outros exames, o médico poderá solicitar:

  • Exames de sangue: eles podem medir os níveis de substâncias específicas relacionadas a alergias, principalmente a imunoglobulina E (IgE), um anticorpo produzido pelo organismo contra os alérgenos.
  • Hemograma completo: pode ajudar a revelar alergias.

Tratamentos para Rinite Alérgica

O tratamento para rinite alérgica deve englobar aspectos relacionados à limpeza do local onde a pessoa vive ou passa a maior parte do seu tempo, mas também pode ser indicado o uso de remédios e de vacinas antialérgicas, que podem até mesmo curar algumas alergias.

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Inicialmente deve-se sempre prevenir a ocorrência das crises evitando o contato com os agentes que causam os sintomas alérgicos. Se a pessoa ainda não sabe quais são os alérgenos, a partir dos 10 anos já pode realizar testes de alergia na pele para identificá-los.

É muito comum as pessoas se acostumarem com os sintomas e só procurarem um médico quando ocorrem problemas mais graves. No entanto, é importante incentivar o tratamento o quanto antes, pois estudos recentes já comprovaram que portadores de Rinite Alérgica, mesmo moderadas, podem prejudicar a atenção e a psicomotricidade.

Remédios para Rinite

Os remédios para rinite devem ser prescritos pelo médico, sempre que a prevenção e o afastamento dos alérgenos não são eficazes. O tratamento vai depender do tipo e da gravidade dos sintomas, da idade e da existência de doenças associadas. Normalmente são utilizados os seguintes medicamentos:

  • Anti-histamínicos orais: bloqueiam os efeitos da histamina que causam a Rinite Alérgica. Normalmente melhoram os sintomas como espirros, coceira e coriza, mas não são tão eficazes contra a congestão nasal. Normalmente são tomados em comprimidos e podem causar alguma sonolência, dificultando o aprendizado e concentração nas crianças, sendo fundamental o aconselhamento médico. Os mais comuns são: Loratadina, desloratadina, cetirizina, levocetirizina, difenidramina, clemastina e fexofenadina. Dentre esses, novas fórmulas que contêm loratadina e cetirizina, causam pouca ou nenhuma sonolência.
  • Descongestionantes nasais: ajudam a reduzir os sintomas da congestão nasal, reduzindo as secreções, mas não devem ser usados por mais de três dias consecutivos pois podem causar dependência. As substâncias mais usadas são pseudoefedrina, fenilefrina e oximetazolina.
  • Corticoides nasais: normalmente são o tratamento mais eficaz para a Rinite Alérgica e funcionam muito bem quando utilizados na sua prevenção, ou seja, podem ser usados fora das crises. As opções são: fluticasona, mometasona, budesonida, flunisolida, triancinolona e beclometasona.
  • Vacinas contra alergia: são recomendadas se os causadores da alergia não puderem ser evitados e os sintomas forem difíceis de controlar. Consiste em tomar injeções regulares do alérgeno, administrado em doses crescentes, ajudando o corpo a se adaptar ao antígeno. Atualmente existem vacinas contra a alergia ao pólen, ácaros e pelo de animais, por exemplo.

O tratamento normalmente é feito por toda vida.

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Grupos e fatores de risco

Entram no grupo de risco os indivíduos que apresentem outras doenças alérgicas, tais como:

  • Eczema (dermatite).
  • Conjuntivite alérgica.
  • Urticária.

Estes vão carregar um maior risco para rinite de origem alérgica. Entre os fatores de risco para rinite alérgica podemos destacar:

  • Possuir familiares com histórico de alergias.
  • Frequentar locais mal ensolarados e mal ventilados.
  • Poluição do ar.
  • Ser do sexo masculino.
  • Nascimento durante a época do pólen.
  • Bebês que pararam o aleitamento materno precocemente.
  • Exposição frequente à fumaça de cigarro no primeiro ano.
  • Exposição precoce a antibióticos.
  • Viver ou trabalhar em ambientes ricos em potenciais alérgenos.

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Complicações

Entre as complicações da Rinite alérgica que podem levar a outros problemas de saúde, destacam-se:

  • Otite.
  • Sinusite.
  • Roncos (pelo entupimento do nariz).
  • Problemas de sono.

Como prevenir?

Como forma de prevenção, recomenda-se:

  • Beber muito líquido.
  • Evitar o contato com alérgenos, esta é a única forma efetivamente comprovada contra as crises de rinite alérgica.
  • Cuidados com a limpeza do ambiente são métodos mais fáceis e eficientes para se prevenir das crises de rinite alérgica.
  • Hidratar as vias aéreas: manter as vias aéreas sempre hidratadas (com soro fisiológico, por exemplo) evita doenças, respiratórias.
  • Lavar sempre as mãos.
  • Não interromper o tratamento, a não ser que o especialista o oriente neste sentido.
  • Não tocar o nariz com as mãos nem o rosto: os vírus da gripe, da rinite e dos resfriados, se introduzem no organismo por meio dos olhos, nariz e boca.
  • Seguir à risca as orientações médicas para tratamento contra rinite alérgica.

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A maioria dos sintomas da rinite alérgica pode ser tratada. Alguns pacientes, principalmente crianças, podem se livrar de uma alergia quando ficam mais velhas porque o sistema imunológico se torna menos sensível ao alérgeno. Contudo, na maioria das vezes, depois que uma substância desencadeia uma reação alérgica, ela pode continuar afetando a pessoa no longo prazo.

Mais de 200 tipos diferentes de vírus podem causar a rinite. Alguns fatores podem, direta ou indiretamente, promover o desenvolvimento da rinite, como o frio, o estresse ou a umidade.

É bom lembrar que é muito importante consultar um médico antes de se automedicar.

Fonte: minutosaudavel.com.br / www.tuasaude.com

Rinite Alérgica