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Dietas da moda e os riscos à saúde

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Dietas da moda e os riscos à saúde

Dietas da moda e os riscos à saúde

A todo momento surgem “dietas da moda” prometendo perda de peso rápida e em pouco tempo. Quem nunca pensou em seguir uma dieta radical para perder peso de forma rápida? Seja para uma ocasião especial ou pela ansiedade de chegar ao peso desejado, muitas pessoas têm iniciado dietas que podem levar a conseqüências graves à saúde.

Antes de tudo, é importante entender a diferença entre perder peso e emagrecer, pois nem sempre perder peso significa realmente emagrecer. Emagrecer é quando conseguimos reduzir o percentual e a quantidade de gordura no nosso organismo. Mas, quando os ponteiros da balança caem, três coisas podem estar acontecendo: ou você está perdendo gordura, ou perdendo músculos ou ainda, perdendo apenas líquidos. O ideal é que, ao fazer dieta, possamos perder vários quilos de gordura, poupando a massa muscular, para então melhorar o metabolismo. Para isso, o correto é, além de corrigir a alimentação, também praticar exercícios físicos para estimular os músculos.

Porém, quando uma pessoa faz uma dieta restrita e deixa de comer muitos nutrientes essenciais, o corpo passa a usar a massa muscular como fonte de energia. Além disso, em muitas dietas, as pessoas não consomem de forma adequada vitaminas e sais minerais, que são essenciais ao equilíbrio do nosso organismo. A falta desses minerais, como sódio, potássio, cálcio e magnésio, pode muitas vezes levar a problemas nos intestinos, como cólicas intestinais, vômitos, diarréia e até arritmias cardíacas graves. Outras dietas em que as pessoas consomem grande quantidade de proteína sem o consumo adequado de água podem ocasionar desde a sobrecarga nos rins, até mesmo fortes dores de cabeça, em casos muito extremos.

Uma outra complicação da perda de peso muito rápida é o temido “Efeito sanfona”. A redução drástica de peso leva o nosso organismo a produzir diversos hormônios que estimulam a fome, fazendo com que a pessoa compense o período de restrição alimentar com uma alimentação maior, até mesmo sem perceber e aumentando o peso rapidamente como consequência. Além do mais, dietas muito radicais raramente são seguidas por muito tempo, pois são muito difíceis de manter. E aqui entra a Dica Importante: a reeducação alimentar deve estar sempre em primeiro lugar. Mesmo a perda de peso sendo mais lenta do que nas dietas radicais, a mudança de hábitos com a diminuição do consumo de alimentos altamente calóricos (massas, refrigerantes e açúcares refinados), gera benefícios no organismo como um todo. Uma alimentação equilibrada evita o desenvolvimento de quadros de anemia e desnutrição, regula a imunidade e previne o aparecimento de doenças como diabetes, colesterol e pressão alta.

Dietas da moda e os riscos à saúde

 

Os músculos são muito importantes e possuem vários benefícios à saúde que vão muito além da estética. É importante entender como funciona o ciclo vicioso no organismo: gordura gera gordura. Quanto mais gordura, menos músculo. E quanto menos músculo, menor é a taxa metabólica basal e com isso maiores são as chances do acúmulo de calorias, mesmo comendo pouco. É o chamado “metabolismo lento”. Com o ganho de massa muscular, conseguimos quebrar esse ciclo vicioso. À medida que envelhecemos, é natural a perda de tecido muscular e o acúmulo de tecido adiposo. A partir dos 20 anos, a perda é cerca de 2% de taxa metabólica por década, devido a perda muscular. Ter uma composição corporal com mais gordura aos 20/30 anos compromete um envelhecimento saudável. Ter mais músculo previne quedas e deixa as articulações mais fortes. Quanto menor a quantidade de músculos, maior o risco de desenvolver Diabetes tipo 2, pois os músculos são os grandes responsáveis por manter o equilíbrio da glicose sem necessitar de insulina.

E lembre-se: fale sempre com um nutricionista.

Por: Andressa Dalceno – nutricionista e colaboradora do blog.

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