Cefaleia em Mulheres - Saiba mais sobre esse mal

Cefaleia em Mulheres

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Cefaleia em Mulheres

Cefaleia em Mulheres

A cefaleia, também conhecida por dor de cabeça, é um dos problemas que mais acometem a população nos dias de hoje. No Brasil, 15% da população sofre de enxaqueca, 13% da cefaleia tensional e 7% da cefaleia crônica diária.

Mulheres são mais Afetas

Antes da adolescência, a incidência de enxaqueca é similar entre homens e mulheres. Após a puberdade, no entanto, um número maior de mulheres passa a apresentar enxaqueca em relação aos homens, na proporção de cinco mulheres com enxaqueca para cada dois homens.

Muito se acredita que as cefaleias (dores de cabeça) em mulheres passam a diminuir após a entrada da menopausa. Mas esse senso comum na ciência está sendo refutado. Um estudo recente, publicado na revista Arquivos de Neuro-Psiquiatria (SciELO), aponta que 86,4% das pacientes da Baixada Santista apresentaram dores de cabeça, sendo a enxaqueca presente em 14,4% delas.

A pesquisa contou com a participação de 103 mulheres, moradoras da Baixada Santista, como Santos, São Vicente, Cubatão e Praia Grande. Em seguida, foram divididas em dois grupos, compostos pelas mulheres que manifestam enxaqueca e as que apresentam outros tipos de cefaleia (dor de cabeça) para a aplicação de um questionário específico. Entre as variáveis do estudo, foi avaliada a quantidade de dias em que a mulher tinha suas atividades sociais e familiares de seu cotidiano afetadas pela doença, num período de três meses.

Resultados da Pesquisa

“Descobrimos que a enxaqueca causa um grau maior de incapacidade que as outras cefaleias, e infelizmente, pode persistir na menopausa, ao contrário da expectativa de muitas delas quando chegam nesta fase”, avalia a pesquisadora Paula Carturan, egressa do mestrado e professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia, no curso de Medicina da Unimes.

O trabalho também aponta que 39% das pacientes relataram a piora no quadro de enxaqueca apresentado em seus últimos períodos menstruais, e 28,6% das entrevistadas também alegaram ter tido uma frequência de um a dois ataques de dor de cabeça por mês. Conforme a pesquisadora, foi notada, também, uma relação entre a cefaleia com outros quadros mentais. “Aquelas que apresentavam ter outros tipos de dores de cabeça, sem ser a enxaqueca, mostraram ter também manifestações intermediárias de ansiedade e depressão”, explica Drª Paula Carturan, autora da pesquisa e professora do Departamento de Ginecologia, no curso de Medicina da Unimes.

São mais de 150 tipos de cefaleia. Confira alguns tipos mais comuns em mulheres:

Enxaqueca

Também chamada de migrânea, é a dor de cabeça que, de longe, mais acomete a população brasileira e mundial. Na realidade, ela é uma doença em que a dor de cabeça é um dos principais sintomas. Outros sintomas incluem fono e fotofobia (corresponde à aversão a sons e luzes, no momento das crises).

Cefaleia em mulheres

Cefaleia Tensional

 

É outro tipo de cefaleia comum. As mulheres também são as mais acometidas e a cefaleia tensional pode surgir em qualquer idade. Normalmente, essa dor de cabeça é bilateral (acomete os dois lados da cabeça) e é do tipo pressão ou aperto, não pulsátil, leve a moderada e não piora com a atividade física rotineira. Diferente de uma enxaqueca, os pacientes tendem a continuar as tarefas diárias, mesmo com o incômodo da dor – ou seja, suas atividades laborais não são prejudicadas.

Hemicrania Paroxística

Cefaleia em mulheres

Neste tipo de cefaleia, as crises costumam ser mais curtas (2 a 45 minutos), porém mais frequentes (mais de 5 ataques por dia, podendo chegar a dezenas). No caso da Hemicrania Paroxística, a dor pode ser desencadeada por certos movimentos do pescoço ou por pressionar com os dedos certas regiões do pescoço.

Cefaleia Cervicogênica

Costuma começar pelo pescoço. A dor permanece de um único lado (o mais comum) ou pode ser bilateral. Ela também varia de lado quando é unilateral, mas diferente da enxaqueca, um lado é sempre o mais acometido. A dor é de moderada a intensa e pode ser pulsátil.

Cefaleia por abuso de Analgésicos

O uso indiscriminado de analgésicos para minimizar as dores de cabeça acaba surtindo efeito contrário: leva a uma cefaleia crônica. Na prática, os pacientes tratam a dor de cabeça mas, a longo prazo, podem piorar. Sem contar a perda da eficácia do medicamento, sendo necessárias doses sempre mais altas para aliviar as dores.

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